Em nome do amor…

Com Amor partilharei convosco o que as minhas experiências pessoais e como consultora em desenvolvimento pessoal me têm ensinado sobre o que é realmente viver em Amor, assim como os grandes erros que são cometidos na ilusão do que é o amor, e por isso o título “em nome do amor…”.

É com humildade que admito que me me foram necessárias quatro décadas de experiências e muitas anos de estudo do Ser Humano para compreender aquele que hoje considero o maior dom da Humanidade que é a Aceitação.

Aceitação de nós mesmos como indivíduo, como Ser Único que somos.

Aceitação dos outros como Seres Únicos que são.

Isto exige muito tempo para descobrir, experienciar e acima de tudo, coragem para quebrarmos com todos os condicionalismos a que somos constantemente sujeitos pela educação e sociedade.

Desde crianças que vamos criando relações de co-dependência, as quais depois de identificadas nos levam a um trabalho de desconstrução para fazermos o nosso caminho para a independência, e mais profundamente, para a interdependência.

A interdependência é o maior salto quântico que um Ser pode viver, é aquilo que cada um de nós mais profundamente procura, consciente ou inconscientemente, que é “conhecer-se a si mesmo”, e ainda ter consciência do impacto no Todo (segundo a física quântica, tudo o que é observado é influenciado pelo observador). Isto é a interdependência.

Há uma constante perda de energia em procurar fora de nós o que leva à satisfação, paz, felicidade, seja através do dinheiro, do reconhecimento familiar, profissional, e outras formas. E isto leva às relações de codependência – romântica, familiar, institucional, territorial – em que ambas as partes sacrificam uma parte do seu verdadeiro ser pela relação, esperam que o outro seja responsável pela sua felicidade. E por isso inevitavelmente a maioria das relações falham.

Numa verdadeira relação de interdependência, ambas as partes fazem escolhas que respeitam o próprio ser, e em que mesmo que aparentemente abdiquem de algo (não agradar ao pai, ao marido, ao chefe…) sabem conscientemente que estão a cumprir o seu papel no Todo.

É o ter a consciência que cada decisão individual impacta tudo o que nos rodeia e assim abrirmo-nos à realidade de que se tomarmos as decisões certas para nós mesmos, estamos a beneficiar a humanidade estando também a beneficiarmo-nos a nós mesmos. E a independência só se alcança assim.

Para que isto seja alcançado, a Homogeneização tem de deixar de existir.

E temos de caminhar para a Diferenciação.

Se repararmos, no mundo ocidental, dito “desenvolvido”, todos somos guiados para ter uma vida padronizada, cumprindo uma aparente fórmula para garantir o sucesso, fórmula essa que já mostrou não funcionar porque leva a que mais tarde sejam necessárias horas e horas de terapia, anti-depressivos que nada resolvem, apenas porque cada um teve medo de assumir a sua diferença e vive em frustração e amargura.

E esta “doutrinação” é feita em nome do amor… amor dos pais que querem que o filho “seja alguém no futuro” e que depois vai levar a anos de desconstrução de todo um falso ser para chegar à verdadeira Essência e reconhecer os seus verdadeiros dons e se amarem a si mesmos pelo são.

O mesmo acontece noutros tipos de relações, onde por medo da rejeição, de ficar sozinho, de se mostrar como realmente é, de quebrar tradições, de não sentir paixão, acabam “roubados” de si mesmos, em nome do amor…

Quem realmente quer ser o actor principal da sua Vida, tem de ser o sábio egoísta que não permite que o mundo o condicione, o molde, e que ao sintonizar-se com a sua essência e o seu propósito maior se revele, passe a ser “o tal poeta à solta que não nasceu para trabalhar mas sim criar”, como disse o sábio Agostinho da Silva, que realmente Em Nome do Amor tantas mensagens nos transmitiu para apenas Sermos.

Idalina Fernandes

As pessoas e as relações humanas sempre me fascinaram. Esse gosto fez-me aceitar o convite para iniciar o estudo do Human Design. Com estes textos, pretendo mostrar quem sou e passar o que é importante para se viver de forma plena. E, com isso, mostrar que o caminho é um só: a verdade de cada Ser.

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